Porque o AI Literacy tornou-se essencial para a governança corporativa?
Enquanto a União Europeia já exige medidas de AI Literacy para organizações que utilizam sistemas de inteligência artificial, o Brasil tem até outubro de 2027 para regulamentar a proteção dos trabalhadores frente aos impactos da automação e das novas tecnologias, conforme prazo fixado pelo Supremo Tribunal Federal.
O debate, portanto, não é sobre um cenário futuro. Ele já começou.
A Folha de S.Paulo Carreiras publicou hoje uma reportagem sobre os impactos da inteligência artificial nas relações de trabalho, tema sobre o qual nossa sócia Marília Nascimento Minicucci foi entrevistada.
Embora a discussão pública frequentemente se concentre na substituição de atividades pela tecnologia, uma questão igualmente relevante — e muitas vezes negligenciada — é como preparar organizações e trabalhadores para utilizar a inteligência artificial de forma segura, responsável e juridicamente adequada.
Nesse contexto, ganha destaque o conceito de AI Literacy (alfabetização em inteligência artificial), que vai muito além do treinamento operacional para uso de ferramentas de IA. Trata-se da compreensão dos limites, riscos, vieses e impactos desses sistemas, bem como da necessidade de supervisão humana em processos decisórios.
A experiência internacional demonstra que a discussão sobre inteligência artificial deixou de ser exclusivamente tecnológica. Hoje, ela envolve governança corporativa, compliance, proteção de dados, gestão de riscos, qualificação profissional e relações de trabalho.
Para as empresas, a questão já não é se a inteligência artificial fará parte do ambiente de trabalho, mas se sua utilização está sendo acompanhada por políticas adequadas de governança, treinamento e supervisão.
Em outras palavras: AI Literacy não deve ser encarada apenas como uma iniciativa de inovação, mas como parte da infraestrutura necessária para uma adoção responsável da tecnologia.
O Chiode Minicucci | Littler segue acompanhando de perto os desdobramentos regulatórios sobre o tema e está à disposição para auxiliar as empresas na estruturação de políticas sólidas de governança e adequação tecnológica.